Eclipse de Prazer: Confissão do Encontro às Cegas com o Homem Invisível
Eclipse solar engole a luz lá fora. Hotel Riddim V, quarto 208. Escuridão absoluta. Coração martela no peito. Bato à porta. Abre no vácuo negro. Respiração dele, pesada, perto. ‘Olá, Zoé.’ Voz grave, a mesma que me fodeu ao telefone por meses. Entro. Porta fecha. Trevas nos engolem. Tremo. Mão estendida. Ele pega. Guia meus dedos ao rosto. Crânio raspado, liso, quente. Sobrancelhas grossas. Cílios roçam como asas. Nariz forte. Lábios carnudos. Barba de dias raspa minha pele. Sinto seu cheiro, suor misturado a perfume doce. Ele sorri na voz. ‘Confia na minha voz, Zoé.’ Dedos dele nos meus cabelos. Delicadeza que queima. Ele traça meu rosto. Polegar separa lábios. Boca na boca. Língua invade, molhada, faminta. Corações aceleram. Pele arde. Desejo sobe, vermelho, urgente. Ele arranca minha saia. Dedos seguem coxas, curvas trêmulas. Corsage solto. Sutiã cheirado, gemido rouco. Meu ventre exposto. Lábios dele roçam, quentes. Suspiros escapam. Eu desabotoo camisa dele. Torso liso, pezones duros. Cinto aberto. Calça cai. Sexo dele pulsa sob tecido. Respiração dele no meu cabelo, vento quente. Guia-me à cama. Corpos colam. Ondas de pele. Suor escorre. Coração galopa. Febre consome. Urgência de possuir.
Boca na virilha dele. Pelos macios roçam lábios. Beijo a base. Subo devagar. Topo latejante. Engulo. Quente, grosso. Língua gira, aspira. Gota salgada na língua. Ele geme, quadris sobem. ‘Zoé…’ Eu molhada, clitóris inchado. Ele agarra meus seios. Mãos fortes apertam. Eu monto sua face. String rasgado. Boca dele no meu sexo. Língua no clitóris. Piano a fortíssimo. Torturo-me nele. ‘Quer? Toma!’ Pernas tremem. Orgasmo explode. Grito rasga escuro. Língua devora sucos. Dedos no clitóris agora. Ele invade. grosso, fundo. Gememos juntos. Ele cresce dentro. Puxa minhas ancas. Rola por cima. Pernas nos ombros. Enfia tudo. Eu arqueio. Dedo no clitóris. Ele acelera, selvagem. Pele bate pele. Suor voa. ‘Vou gozar!’ ‘Goza, amor!’ Explosão mútua. Ele berra ‘Zoé!’ Jatos quentes me enchem. Grito primal. Corpos colapsam, grudados em suor.
A Febre
Cinzas quentes. Ficamos unidos, ofegantes. Ele me aperta. Respira meu pescoço. Tempo para. Eu saio primeiro. Chuveiro escalda pele marcada. Visto no escuro. ‘Obrigada, homem invisível.’ ‘De nada. Aprendeste algo.’ Desço escada devagar. Volto. Ouço chuveiro. ‘Não. Mistério.’ Hall. Recepcionista entrega carta. ‘Zoé, confia nos teus sentidos. Mark.’ Sorrio. Café em frente. Observo saídas. Homem loiro passa. Não. Outro sai. Alto, forte, crânio raspado, barba. Labrador na guia. Cego. Mark. Eclipse revelou. Pele ainda queima. Único. Eterno.



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