Confissão Picante: O Milagre de Natal que Me Fez Perder o Controlo

Na rua estreita, colada à igreja de betão cinzento. Noite de Natal. Saio da casa da velha senhora. Corpo quente. Chá negro ainda na boca. Promessa vazia de voltar. Ar frio morde a pele. Abro a porta do carro. Vidro estilhaçado no banco. Coração salta. Sacola sumiu. Meu saco de couro mole. Papéis. Identidade. Mãos de ladrão dentro. Toque estranho nas minhas coisas. Pele formiga. Respiração acelera. Não raiva. Calor sobe. Imagino ele. Ou ela. Dedos ávidos revirando. Suor na nuca. Noite santa. Mas desejo vermelho. Pulsante. Dirijo para casa. Família espera. Mas mente noutro lado. Naquele vazio do banco. Onde mãos quentes entraram. Coração martela. Perto do peito explodir. Telefonema. Voz grave. Monsieur Y. Tem o saco. Endereço rabiscado. Trinta minutos. Acelero. Noite clara. Estrelas frias. Mas eu ardo. Chego. Porto. Rua calma. Toque campainha. Ele abre. Barba grisalha. Olhos firmes. ‘Entre’, diz. Pressa? Não. ‘Ela quer agradecer.’ Ela. Habitante da casa ao lado da igreja. Achou o saco no jardim. Jogaram por cima do muro. Olhos dela. Castanhos. Fome. Vestido simples. Manto marrom. Como as do conto. Mas carne viva. Porta fecha. Ar denso. Coração explode. Mãos tremem. Dela no meu braço. ‘Senti o couro teu.’ Voz rouca. Febre total. Corpo inclina. Boca dela. Quente. Urgente. Língua invade. Mãos minhas no rabo dela. Duro. Pressiono. Gemido baixo. Parede fria nas costas. Mas pele queima. Botões saltam. Peito nu. Mamas pesadas. Sucção. Mordida. Dor doce. Calças desabam. Mão dela no pau. Duro como ferro. Aperto forte. ‘Quero-te agora.’ Noite de Natal. Pecado. Perigoso. Perfeito.

Corpo dela no chão do hall. Azulejos gelados. Pernas abertas. Chuva fina lá fora. Grésil no vidro. Mas dentro inferno. Entro. Devagar. Olhos nos dela. Depois selvagem. Estocadas fundas. Ritmo animal. Suor pinga. Corações batem juntos. Unhas cravam costas. ‘Mais forte.’ Grito abafado. Paredes ecoam. Igreja ao lado. Sino distante. Mas só carne. Odores. Sexo cru. Molhado. Escorrega. Giro. Ela por cima. Cavalgada bruta. Mamas balançam. Mão no pescoço. Aperto leve. Controlo perdido. Gemidos viram uivos. Corpo arqueia. Explosão. Semanal. Sementes quentes dentro. Tremor. Ela colapsa. Pele colada. Respiração ofegante. Minutos. Eternos.

A Febre

Levanto. Ela sorri. Saco no canto. Intacto. Nada faltava. Nem dinheiro. Nem segredos. ‘Milagre’, diz ela. Monsieur Y na cozinha. Virou costas. ‘Obrigado pela paróquia.’ Roupa amarrotada. Saio. Rua molhada. Carro espera. Motor ronca. Pele ainda queima. Cinzas quentes. Olho o saco. Toquei-o. Como ela tocou. Noite santa. Família lá. Mas eu mudei. Desejo devorado. Perigoso. Total. Natal branco na alma. Mas vermelho na carne. Sem explicação. Providence? Ou fome humana. Misterio. Meu. Picante. Eterno.

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