Confissão Ardente no Metrô: Sodomiada na Multidão Quente de Paris
São dezassete e trinta. Dia infernal. Greve nos metros do RER. Só uma linha funciona. E justo hoje, apresentação em Paris. Já adiada duas vezes. Entro na estação. Caos. Pessoas por todo lado. Escadas lotadas. Grito. Impaciência. Três comboios passam. Sou arrastada pela multidão. Entro no wagon. Pressionada contra um homem. Trinta a quarenta anos. Atrás, outro cola-se. A rame sacode. Viragens. Corpos colidem. Calor sufocante. Suor escorre pela pele. Sinto algo. Entre as nádegas. Duro. Insistente. A saia leve não esconde. Tento ignorar. Mas as pressões batem mais ritmadas que os solavancos. O homem à frente olha estranho. Parece Johnny Depp. As vibrações ecoam nele. Enrubesço. ‘Os solavancos’, digo. ‘Desculpe.’ Ele murmura. Sue mais. Paragem. Multidão empurra. Pior. Abro as pernas para equilíbrio. Ofereço-me mais. Gênante vira bizarro. Nova pressão. Mais forte. Atrás, ele gruda. Diante, uma grossura no pubis. ‘Os solavancos’, diz Johnny. ‘Não é mau às vezes.’ Olho para o lado. Cercada de excitados. Pressões persistem. ‘Pare, ou violo-o’, solto. ‘Não sou eu, é o de trás…’, respondo. Ele sorri perverso. ‘Não era isso que queria dizer.’ ‘Mas disse.’ Calor sobe. Vermelho da cabeça aos pés. ‘Sente-a bem?’ ‘Sim…’ ‘Pegue nela.’ ‘Não, louco.’ Olhar fixo. ‘Sinto que quer. Pegue.’ Coração acelera. Excitação ganha. Multidão abre espaço. Mão desliza. Toco a protuberância. Dura. Quente. ‘E agora?’ ‘Paxna-me.’ Estado second. Comboio balança. Pernas abrem mais. Atrás, mão sobe a saia. Dedos palpam. String afastado. Fecho olhos. Começo a paxnar. Ele afasta-se um pouco. Voz atrás resmunga. ‘Para de empurrar.’ ‘Desculpa.’ Mão dele junta à minha. Algo quente. Duro. Macio. Sacou a pila. ‘Paxna assim.’ Dedos atrás infiltram. ‘Salope, estás encharcada.’ Vulva inchada. Um dedo. Dois. Pressão no cu. Pernas tremem. Dois homens. Metrô. Greve. Calor. Sangue pulsa nas têmporas. Paxno forte. ‘Devagar, magoa. Suave.’ Atrás: ‘Salope, paxnas esse tipo.’ Paragem. Multidão grita. ‘Deixem passar.’ Esmagados no canto. Imóveis. Sinto pulsar na palma. Sangue alimenta a verga.
Rame arranca. Carícias voltam. Mordi lábio. Atrás investe o cu. Dedo. Demasiado. Johnny: ‘Ele apalpa-te?’ ‘Sim… frente e trás.’ ‘Gostas?’ Silêncio. ‘Responde.’ ‘Gostas que te paxi?’ ‘Sim. E tu? Ele fode-te com dedos?’ ‘Sim.’ ‘Quantos?’ ‘Dois à frente. Um atrás.’ Sorri. ‘Querias no cu?’ ‘Não sei…’ Penca-se. Sussurra: ‘Encula a salope.’ Atrás mexe. Dedos saem. Algo maior pressiona o cu. Pânico. ‘Não!’ Johnny beija-me. Aperto a pila. Pressão cresce. Gemo. Empurra. Glândula perfura ânus. Paragem. Multidão sela-nos. Balanço. Johnny para. ‘Vê os teus olhos. Gozas?’ Encolho-me nele. Outra pila invade. Lento. Profundo. Aperto mais. ‘Vas fazer-me gozar, salope.’ Sensação única. Conheço anal. Mas nunca assim. Lugar. Situação. Profundo. Beijo Johnny com fúria. Paxno. Secousse. Sinto gozo atrás. Rápido. Paxno Johnny forte. Ele jorra na mão. Quero mais. Subo alto. Paragem. Imóveis. Pila amolece. Sai com ploc. Mão pegajosa. Johnny olhos fechados. Branlo ainda. ‘Basta!’ Atrás enfia papel no bolso. Rame segue. Cheiro a porra. Sueurs misturam. Frustrada. Quero tocar-me. Lavar. Nova paragem. Descola atrás. Novo corpo. Redondo. ‘Desço aqui. Moro perto. Vem!’ ‘Não. Obrigada.’ ‘Número?’ ‘Não. Dá o teu.’ Carta. ‘Ligas, prometes.’ ‘Sim.’ Johnny veste-se. ‘És incrível.’ ‘…’ ‘Liga.’ ‘Sim.’ Paragem. Ele foge na multidão. Fico contra parede. Lenço limpa mão. Pernas moles. Coração acalma. Calor persiste. Perco estação. Luto para porta. Saio empurrada. Gare du Nord. Saio. Multidão. Café. Toilette. Espelho. Dificuldade em crer. Dois números. Jogo fora? Guardo no agenda. Depois vejo. Penso. Banho urgente. Cinzas quentes na pele. Marca única. Pulsar ecoa. Real. Devorador.



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