Confissão Picante: Olhos Vendados na Câmara 32 do Grand Balcon
Sábado, nove horas. Câmara 32, Hôtel du Grand Balcon. Bato à porta. Coração martela no peito. Entro. Escuridão total. Porta fecha atrás de mim. Mãos suaves tocam meu rosto. Vendam-me os olhos. Silêncio absoluto. Bougies acendem. Cheiro doce invade o ar. Minha mão é pega. Levo-a aos lábios. Beijo etéreo. Seu perfume inebria. Ela puxa. Chegamos à cama. Sento. Tira minha jaqueta, gravata. Garganta seca. Pega minhas mãos. Põe no seu rosto. Dedos traçam olhos, nariz, bochechas. Incógnita total. Orelhas. Acaricio lóbulos. Ela guia para o pescoço. Longo, elegante. Queixo. Boca. Lábios úmidos. Dedo entra. Ela suga faminta. Retiro. Agarro seu rosto. Cheiro-a. Resisto ao beijo. Ombros. Algodão fino. Entre seios. Peito roça. Ventre plano. Umbigo. Ancas largas. Não é magra. Remonta sob seios. Paro. Agito dedos. Impaciência. Ela cede. Seios perfeitos. Enchem a mão. Sem sutiã. Palmas roçam. Dobras sensíveis. Unhas sobem. Mamilos endurecem. Aperto. Ela arqueia. Respiração ofegante. Tira camisa. Oferece-se. Mão direita massageia. Boca ataca. Língua dança. Lamba, chupa, gira. Gemido escapa. Esquerdo, direito. Equilíbrio perfeito.
Ela guia mãos ao sexo. Jeans áspero. Dedos na braguilha. Cabeça frota pubis. Abro botões devagar. Nariz no monte. Cheiro de excitação. Ela empina. Tira jeans. Coxas macias. Língua no elástico da cueca. Molhada. Arranca-a. Vulva exposta. Dedos abrem. Língua no clitóris. Timida, depois feroz. Dois dedos dentro. Clapotar molhado. Ela ondula. A quatro patas. Não penetro. Dedos mergulham fundo. Língua devora. Corpo treme. Orgasmo explode. Sexo contrai. Tremores. Coração galopa audível. Ela desaba.
A Febre
Pernas envolvem-me. Caio sobre ela. Despacha minhas roupas. Nua. Rolo de costas. Mãos presas acima. Gravata amarra à cabeceira. Submissão total. Beijo voraz. Língua invade. Fogo puro. Desce ao peito. Chupa mamilos. Eletricidade. Boca no pau. Duro como ferro. Engole devagar. Lambe glande. Sução gulosa. Bócias raspadas. Goba-as. Gemidos meus. Ela saboreia. Acelera. Respiração louca. Sinto erupção. Ela não para. Engole tudo. Limpa gota a gota. Hum de prazer.
O Braseiro
Cabeça no meu peito. Dedos traçam pele. Quero abraçá-la. Amarrado. Silêncio. Água corre no chuveiro. Ela sai. Beijo final. Toque na face. Algo no colchão. Solta-me. Porta fecha. Vazio esmaga. Arranco venda. Luz. Envelope. Abro.
“Monsieur, não sou aluna. Casada, três filhos. Amo o marido. Mas você… Não penetrou. Consciência limpa. Prazeres inesquecíveis. Obrigada.” Abasourdo. Quem? Não importa. Pele ainda queima. Coração desacelera devagar. Único. Eterno. Câmara 32. Meu nirvana.



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