Confissão no Atelier: Pose Nua no Fogo da Luxúria
O atelier de Mrs. Fox engole-me na noite de outubro. Porta range. Frio morde a pele. Despojo-me. Drap cai. Olhos famintos cravam-se em mim. Coração martela. Pernas cerradas na cadeira. Pose simples. Mas o ar crepita. Mrs. Fox solta a camisa. Cordas abraçam seus seios. Peitos firmes. Eu engulo seco. Radiadores zumbem. Calor sobe devagar.
Primeiros traços de fusain. Jovem Simon treme. Mrs. Fox cola-se a ele. Lábios no ouvido. Mãos sob a camisa. Ele olha-me, olhos azuis suplicantes. Eu sorrio. Fraco. Dentro, algo pulsa. Juiz Beautemps pinta. Esposa Crécelle ri aguda. Basson acaricia a braguette. Bossa cresce. Imensa. Eu sinto o pulso acelerar. Mulheres ao fundo. Bordeaux agita-se. Suspiros escapam. Vibra no saco. Motor ronca baixo.
A Febre
Mudança de pose. Estronho na cadeira. Pernas abertas. Ar frio lambe a cona. Olhos devoram. Pele arde. Suor perola nas costas. Simon geme baixo. Mrs. Fox morde o pescoço. Dedos dançam. Eu cambro. Seios pesam no encosto. Curva das costas exposta. Coração galopa. Quero ver tudo. Bordeaux balança. Gémios contidos. Loira souris aperta o botão. Suspiro explode. Eu aperto as coxas. Umidade cresce.
Febre sobe. Respiração curta. Cada gemido é faísca. Pele queima. Olhar no juiz. Basson luta pela pila monstruosa. Crécelle empurra a cabeça. Gluck-gluck ecoa. Simon implora. ‘Não… mais…’ Mrs. Fox ri. Mão na garganta. Eu imagino toques. Dedos na minha carne. Coração ruge. Tudo vermelho. Desejo devora a razão.



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