Confissão Picante: Chuva Devoradora nas Pequenas Horas de Paris
A chuva cai como um véu de perlas furiosas sobre o pórtico antigo em Paris. Estou encharcada. O jeans slim gruda nas coxas. A camisa branca, fina, revela a renda preta do sutiã. Mamilos endurecidos pelo frio e algo mais. Tom não vem. iPhone morto. Coração martela no peito. Passos na rua. Um homem, quadragenário, alto, olhos famintos. Ele para. Oferece casaco. Recuso. Mas o olhar dele queima. ‘Entre’, diz, abrindo a porta pesada. O pórtico cheira a madeira úmida e segredos. Subimos no elevador antigo. Poulies rangem. Corpo dele roça o meu. Calor sobe. Respiração acelera. Mãos tremem. Quero ele agora. Pele arde. Olhos se cruzam. Fome pura.
Porta do apartamento se fecha. Escuridão. Só luz da rua filtrada pela chuva. Ele me empurra contra a parede. Boca na minha. Línguas se devoram. Mãos arrancam a camisa molhada. Sutiã rasgado. Seios livres. Dedos dele apertam. Dor e prazer. Grito baixo. Jeans desabotoado. Cai no chão. Calcinha encharcada. Ele a rasga. Dedos invadem. Molhada. Pulsante. Coração explode. Pernas tremem. Quero mais. Ele me vira. Parede fria nas costas. Calor dele por trás. Pau duro pressiona. Entra devagar. Depois forte. Ritmo selvagem. Suor mistura com chuva. Unhas cravam nas costas dele. Gemidos ecoam. Corpo arqueia. Ondas vêm. Gozo primeiro. Ele segue. Semáforo. Sem piedade. Elevador range ao fundo. Mundo some.
A Febre
Corpos colapsam no chão. Chuva bate na janela. Pele ainda queima. Coração desacelera devagar. Suor seca frio. Ele acende cigarro. Passa pra mim. Não fumo, mas trago. Olhos dele suaves agora. ‘Quem é você?’, sussurra. Sorrio. Silêncio. Levanto. Visto o que resta. Jeans rasgado. Camisa transparente. Saio sem palavra. Pórtico de novo. Chuva amainou. Pequenas horas viram azul. Pernas fracas. Mas viva. Marcada. Única. O desejo comeu tudo. Deixou cinzas quentes.



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