A vizinha do trilho que mudou a minha tarde

Ambiente íntimo de boudoir

A porta da pequena cabana de manutenção bateu com força por causa do vento. Eu estava sentado no banco improvisado, a olhar para o ecrã do portátil enquanto terminava o relatório de inspeção da linha de alta tensão. Tinha vinte e oito anos e trabalhava nesta zona florestal há quase três anos. O dia estava fresco, o sol já baixo entre as árvores, e o silêncio só era quebrado pelo som distante de passos ritmados.

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Levantei os olhos quando a porta se abriu novamente. Uma mulher entrou, ofegante, com o rosto corado pelo esforço. Vestia uma camisola técnica justa e leggings pretas que marcavam cada curva das pernas tonificadas. Trazia o cabelo castanho-escuro preso num rabo-de-cavalo alto. Parou ao ver-me, surpresa.

— Desculpe, não sabia que estava aqui alguém — disse ela, ainda a recuperar o fôlego.

— Não há problema. Esta cabana é usada por quem passa. Eu sou o técnico de manutenção — respondi, fechando o portátil. — Chamo-me Rafael.

Ela sorriu de forma tímida e estendeu a mão.

— Laura. Trinta e dois anos e a tentar correr para esquecer o dia de merda no escritório.

Sentei-me melhor e indiquei o outro banco. Ela aceitou, bebeu um gole de água da garrafa que trazia e limpou o suor da testa com as costas da mão. Conversámos sobre o trilho, sobre como aquele percurso era pouco frequentado e sobre o vento que parecia aumentar. Aos poucos, o tom mudou. Ela queixou-se do chefe exigente e eu comentei que o meu trabalho também tinha dias complicados. Rimos de uma piada sobre o isolamento da floresta.

O vento voltou a bater a porta com estrondo e a luz interior, já fraca, piscou antes de se apagar. Ficámos no escuro. Levantei-me para procurar o quadro elétrico junto à parede. Ela fez o mesmo. Os nossos corpos roçaram-se sem querer. A minha mão tocou acidentalmente na cintura dela. Senti o calor da pele através do tecido fino.

— Desculpa — murmurei.

— Não faz mal — respondeu ela, mas não se afastou de imediato.

Encontrei o interruptor e a luz voltou, fraca e amarelada. Quando me virei, Laura olhava-me fixamente. Os seus olhos castanhos pareciam mais escuros. Havia algo diferente no ar. Ela mordia ligeiramente o lábio inferior. O silêncio instalou-se, denso.

Dei um passo em frente. Ela não recuou. Em vez disso, aproximou-se também. As nossas respirações misturavam-se. Coloquei uma mão na sua anca, devagar, dando-lhe tempo para recusar. Ela não o fez. Os dedos dela subiram pelo meu braço até ao ombro. O toque era leve, quase hesitante, mas carregado de intenção.

Inclinei-me e beijei-a. Foi um beijo lento, exploratório. Os lábios dela eram macios e quentes. Laura correspondeu, abrindo ligeiramente a boca. As línguas encontraram-se com calma, como se tivessem todo o tempo do mundo. As minhas mãos desceram pelas costas dela, sentindo a curva da coluna. Ela suspirou contra a minha boca.

Separámo-nos por um instante. Os olhos dela brilhavam. Sem dizer nada, ela puxou a camisola para cima e despiu-a, revelando um sutiã desportivo simples que continha uns seios cheios e arredondados. A pele estava ligeiramente húmida do suor da corrida. Aproximei-me novamente e beijei o pescoço dela, descendo devagar até ao ombro. As minhas mãos subiram pelas costelas e envolveram os seios por cima do tecido. Ela arqueou as costas, pressionando-se contra mim.

Senti o desejo crescer dentro de mim, mas mantive o ritmo lento. Despi a minha camisa de trabalho. O peito dela subia e descia rapidamente. Beijei-a outra vez, mais profundo. As mãos dela exploravam as minhas costas, as unhas arranhando levemente a pele. Desci as alças do sutiã e libertei os seios. Eram perfeitos, os mamilos já endurecidos. Tomei um na boca, sugando devagar, circulando com a língua. Laura gemeu baixinho, um som que me incendiou.

Deitei-a com cuidado sobre o banco largo coberto por uma manta que usávamos para as pausas. Ajoelhei-me entre as pernas dela e tirei-lhe as leggings devagar, revelando uma cueca preta simples. A pele das coxas era macia e quente. Beijei o interior das coxas, subindo lentamente. O cheiro dela, mistura de suor fresco e excitação, era inebriante. Quando cheguei ao centro, beijei por cima do tecido. Ela estremeceu.

Puxei a cueca para o lado e passei a língua devagar pela fenda húmida. Laura agarrou-me o cabelo, respirando com dificuldade. Explorei cada centímetro com calma, saboreando o gosto dela, alternando entre lambidas longas e pequenas sucções no clitóris. Os gemidos dela tornaram-se mais frequentes, mais urgentes. Introduzi um dedo, depois dois, movendo-os devagar enquanto a língua continuava o trabalho. Senti os músculos internos dela contraírem-se em torno dos meus dedos.

— Rafael… por favor… — sussurrou ela.

Levantei-me e despi as calças. O meu membro estava completamente duro, latejante. Laura olhou-o com desejo evidente. Sentou-se e tomou-o na mão, acariciando devagar, espalhando a humidade que já saía da ponta. Depois inclinou-se e envolveu-o com os lábios quentes. A sensação era incrível. Ela chupava com calma, a língua girando em torno da glande, descendo cada vez mais fundo. Segurei o cabelo dela com suavidade, deixando-a ditar o ritmo.

Depois de alguns minutos, ela deitou-se novamente e abriu as pernas. Coloquei-me entre elas e esfreguei a glande ao longo da abertura molhada, provocante. Ela ergueu as ancas, impaciente. Entrei devagar, centímetro a centímetro, sentindo o calor apertado dela envolver-me. Quando estava completamente dentro, parei, saboreando a sensação. Começámos a mover-nos em uníssono, devagar no início, depois com mais intensidade.

Laura envolvia-me com as pernas, puxando-me mais fundo. Os seios dela balançavam a cada estocada. Beijávamo-nos com fome enquanto eu acelerava. O som dos nossos corpos a encontrarem-se enchia a pequena cabana. Senti que ela se aproximava. Os gemidos tornaram-se mais altos. Aumentei o ritmo, penetrando-a com força controlada. Laura arqueou-se e gozou com um grito abafado, os músculos contraindo-se violentamente à minha volta.

Não parei. Continuei a mover-me dentro dela, prolongando o prazer. Virou-se de costas, de quatro sobre o banco. Entrei novamente, segurando as ancas dela. A visão das costas curvadas e do rabo redondo era hipnotizante. Penetrei-a com mais intensidade, uma mão descendo para acariciar o clitóris enquanto a outra segurava o cabelo. Os gemidos dela voltaram, mais roucos.

Mudei de posição outra vez, sentando-me no banco e puxando-a para cima de mim. Laura desceu devagar sobre o meu membro, rebolando as ancas em círculos lentos. Os seios ficavam à altura do meu rosto. Chupei-os alternadamente enquanto ela cavalgava com crescente urgência. As mãos dela apoiavam-se nos meus ombros. Senti o orgasmo aproximar-se também para mim.

— Quero sentir-te gozar dentro — murmurou ela ao meu ouvido, a voz trémula.

Aquelas palavras foram o suficiente. Segurei as ancas dela com firmeza e investi para cima, encontrando cada descida. Laura gozou novamente, o corpo estremecendo. Senti o meu próprio clímax chegar como uma onda. Explodi dentro dela com um gemido longo, enchendo-a enquanto os espasmos dela ordenhavam cada gota.

Ficámos abraçados durante longos minutos, as respirações a acalmarem-se. O vento continuava a bater lá fora. Laura levantou-se devagar, vestiu a roupa com gestos tranquilos. Eu fiz o mesmo. Ela sorriu, pegou na garrafa de água e dirigiu-se à porta.

— Talvez nos encontremos novamente neste trilho — disse ela antes de sair.

Fiquei sozinho na cabana, o corpo ainda vibrando com a recordação recente. O sol já quase desaparecera entre as árvores. Guardei o portátil, tranquei a porta e regressei ao carro com um sorriso que não conseguia apagar.

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