Confissão Ardente no RER: O Fogo da Greve que Me Devorou

O RER lotado. Calor sufocante. Corpo colado ao colosso africano à frente. Atrás, ele. Jovem. Loiro. Olhos verdes. Seu pau endurece contra meu cóccix. Tento fugir. Nada. Bloqueada. Meu rabo generoso o provoca? Ou é o jeans apertado? Sinto-o crescer. Endurecer. Como uma endiva quente. Fúria sobe. Porcos! Greve da merda! Mas o coração acelera. Baque-baque. Suor escorre pela nuca.

Châtelet. Bousculade. Senhora gorda me esmaga contra ele. Sua mão escorrega. Entre minhas nádegas. Dedo no meio. Paro. Não mexo. Movimentos ritmados. Esquerda-direita. Ponta toca meu buraco. Elétrico. Ventre queima. Freio em Gare de Lyon. Ele testa. Dedos abrem. Jupe fina. Soie do jupon. Sexo rígido pressiona. Nation. Saio. Ele agarra minha mão. ‘Vem. Moro perto.’ Olhos autoritários. Sigo. Pernas tremem. Coração galopa. Place de Taillebourg. Porta aberta. Entro. Escadas de serviço. ‘Pierre. Tu?’ ‘Françoise.’ Mentira. Cheiro de javel. Studio mansardé. Vinho alsaciano. Duche corre. Pernas se esfregam. Calor sobe. Pele arde.

A Febre

Ele nu atrás. Pau colado. Braços molhados me prendem. Beijo no pescoço. Sabão de Marselha. Nua. Ele no lit. Pernas abertas. Sexo erguido. Orgulhoso. ‘Despi-te.’ Botões caem. Chemisier. Jupe. Collants. Culotte. Toison escura. Ele se masturba. Olhos famintos. Deito-me. Beijo longo. Pau queima meu ventre. Desço. Boca no glande. Língua gira. Ele geme. Dedo no cu. Molhado. Penetra suave. Acelero. Quero-o gozar assim. Jato grosso. Amargo. Engulo. Orgasmo meu explode.

O Braseiro

‘Não!’ Empurro. ‘Amanhã.’ Visto-me. Culotte molhada. Ele cheira. Lambe. Nariz no tecido. Funda-me. Saio. 19h45. Cinco minutos a casa. Gosto na boca. Pernas doem. Culotte gruda.

Porta aberta. TV: greve SNCF. ‘Duche rápida. Incidente.’ Marido ri da culotte suja. ‘Fez calor.’ Pele ainda queima. Coração lento agora. Cinzas quentes. Viveu-se o proibido. Único. Amanhã? 18h. Bancos sob platanes. Talvez.

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