Confissão Picante: Noite Devoradora no Cemitério com o Senhor das Sombras
Nessa noite de início de verão, entro no cemitério. As grades altas cedem com a chave da filha do guardião. Silêncio absoluto. Passo pela cabana dela sem um ruído. Avanço pelos túmulos escuros. O ar cheira a terra úmida e morte antiga. Lua quase cheia ilumina tudo. Sinto os mortos me acolherem. Estou em casa. O solstício afina a barreira entre mundos. Procuro uma criatura das sombras. Chego a um monumento imenso. Dois metros de pedra negra. Cruz invertida. Toquei a pedra gelada. Coração acelera. Pele arrepia.
— Crês no repouso no inferno, bela? — Voz masculina sussurra no meu ouvido. Ninguém se aproximou. Viro-me devagar. Homem pálido. Cabelos longos negros. Rosto fino. Camisa de babador, calças escuras, capa preta. Olhos dourados refletem a lua. Sorriso hipnótico. Labios azulados. Sei quem é. Meu vampiro. Desejo explode. Ofereço-me. Ele acaricia minha bochecha. Dedos frios. Pulso dispara. Respiração ofegante. Mão na nuca. Inclino o pescoço. Olho as estrelas. Boca gelada beija. — Paciência, doce. A noite é jovem. — Beijo suave. Língua de aphrodisíaco. Mão nas costas. Corpo colado ao dele. Frio contra meu calor. Presas tocam a veia. Mordida lenta. Dor aguda. Prazer cresce. Caninos rasgam pele, carne, veia. Sução voraz. Sangue flui. Êxtase sobe. Pernas fraquejam. Espasmos violentos. Quase morte pequena. Ele para. Desespero. Deita-me na tumba. — Não te mato. Teu sangue é exquisito. — Olhos brilham. Lábios vermelhos do meu sangue. Beija-me. Sabor metálico. Desce ao peito. Desabotoa camisa. Ar frio nos seios. Mordidas leves nos mamilos. Crocs titilam. Excitação volta. Língua no umbigo. Puxa calça. Rasga calcinha com dentes. Olha meu sexo. Mãos abrem coxas. Língua encontra clitóris. Chupa, morde, para no limite. Tortura deliciosa. Vida retorna com o sangue. Corpo queima. Finalmente, orgasmo explode. Gritos ecoam na noite.
A Febre
Ainda no chão da tumba, ele nu. Corpo translúcido. Membro ereto, enorme. Deita-se sobre mim. Penetra devagar. Calor do meu sangue pulsa nele. Movimentos lentos. Acelera. Golpes brutais. Cambro as costas. Orgasmo cósmico. Unhas no dorso dele. Gritos. Rola. Agora eu em cima. Chegaço selvagem. Enserro-o. Profundo. Suor une-nos. Orgasmo sincronizado. Sêmen quente jorra. Explosão interna. Minutos de gozo. Caímos exaustos.
Amanhece. Acordo sozinha. Nua, enrolada na capa dele. Cheiro de sangue e morte. Visto-me. Sem calcinha. Toque as marcas de mordida. Saio. Nada será igual. Voltarei para ele. Sangue e união eterna.



Post Comment