Confissão Picante: Minha Mão Me Devorou no Quarto Escuro
Na suíte de hotel, luz baixa, céu estrelado pela janela entreaberta. Sozinha. Marie. Meu corpo queima. A mão desliza pela pele quente. Perde-se no vale entre os seios. Procura. Volta. Avança. Levanto o top branco sem querer. Dedos acham o seio jovem, firme. Alto. Acaricio o mamilo. Belisco. Provoco. Ele treme. Dois dedos rolam ele. O seio incha de desejo. Mamilo ergue-se. Frêmito de prazer. Coração acelera. Batidas fortes no peito. Pele ruboriza. Vermelho febril. A mão desce devagar. Ventre macio. Massageio. Palpo. Regiões eróticas despertam. Desenho o querer animal. Nombril rosado. Poço charmoso. Jogo com ele. Redesenho. Mergulho nas profundidades carmesim. Saio. Fúria crescente. Cintura formiga. Bacia ergue-se. Hesita. Cai. Olhos piscam. Fecham. Abrem. Ainda não. Dedos rumam ao monte de Vênus. Floresta rala, castanha exótica. Bombado. Terno. Chamado ao toque. Paro no limiar da fenda suada. Fruto entreabre-se. Oferece-se. Tranca da mão pousa nas carnes sanguíneas. Ondas nos olhos. Boca abre. Dentes batem. Primeiros sinais. Coração galopa. Urgência de possuir.
O braseiro explode. Dedos pesam nas lábios. Esfregam forte. Excitam tudo. Partitura ancestral. Ninfas revelam-se. Fruto maduro. Dedos desarrumam as polpas ourladas de mel. Ar enche-se de mar e suor. Dedo avança. Hesitante. Confiante. Desliza no túnel quente. Sai. Entra violento. Gira na voûte sagrada. Acha o ponto rugoso. Esfrega furioso. Quer meu grito. Outro dedo no clitóris. Rola. Pressiona. Descape. Estica. Maltrata. Ele pulsa. Orgão faminto. Ondas de todo lado. Cérebro apaga. Céu azul e laranja. Eu sou só sexo e mão. Maelström engole. Brutal. Terno. Paraíso. Sensações rolam. Compressor de prazer. Bacia levanta. Rola. Tangueia. Sobre o dedo louco. Outro dedo. Já! Cabelos colam. Elétricos. Espinha torce. Correntes nos rins. Pernas tremem. Incontroláveis. Gritos na garganta. Suspiros. Pranto bom. Cabeça rola. Agulhas doces no sexo. Amplitude frenética. Corpo vibra. Tortura suave. Lábios sugam vento. Antro abre. Flui cyprina. Fougère, suor. Mão prova o mel. Gourmand. Ar marinho épico. Respiração sacode. Sincopada. Bárbara. Saliva foge. Lábios frios. Pequena morte. Jouir mais!
A Febre
Sensações incham. Coro operático. Corpo rende-se. Vague imensa. Coração rompe. Peito dói gostoso. Seios tensos. Pernas batem sem ritmo. Gementes selvagens. Respiração ampleia. Serena. Coração acalma. Narinas abrem. Cheiro de prazer. Olhos se abrem. Céu do gozo. Coxas firmam. Cabeça repousa. Sorriso largo. Dentes à mostra. Bem-estar louco. Luta âpre acaba. Mão sai. Corpo relaxa. — Gostaste da minha mão, Marie? — Sim… Pele ainda queima. Único. Eterno.



Post Comment