Confissão Ardente na Cabine do Caminhão: O Desejo que me Devorou
A cabine cheira a couro quente e diesel. Miguel acelera na autoestrada escura. Seu sotaque catalão me derrete. Olhos negros fixos na estrada, mas ele sente. Sente minha perna roçando a dele. Coração martela no peito. Pele arde apesar do ar fresco da noite. Mão treme. Desço devagar para sua coxa. Ele engole seco. ‘Maya…’, murmura rouco. Dedos apertam o volante. Eu sorrio. Urgência sobe como lava. Bragueta inchada. Pressiono. Ele geme baixo. Tudo fica vermelho. Respiração ofegante. Quero devorar. Agora.
Mão abre o zíper. Carne salta dura, quente. Veias pulsando. Boca faminta engole. Língua gira voraz. Ele xinga em catalão. ‘Oh! Está bé! Endavant!’ Caminhão treme. Ele pisa fundo. Suor escorre no meu pescoço. Coração explode no ouvido. Ele agarra meu cabelo. Empurra fundo. Garganta aperta. Saliva escorre. Gemidos ecoam na cabine. Ele freia com uma mão, acelera com a outra. Perigo total. Adrenalina ferve. Quero mais. Rasgo minha blusa. Peitos livres roçam seu colo. Ele urra. Dedos cravam minhas costas. Posse bruta. Corpo arqueia. Ele me puxa pro colo. Pernas abertas sobre ele. Calça rasgada. Entra fundo. Violento. Ritmo selvagem. Caminhão balança. Faróis cegam. Suor gruda peles. Unhas rasgam carne. ‘Mais forte!’, grito. Ele obedece. Golpes profundos. Prazer rasga. Ondas devoram. Perco controle. Ele goza gritando ‘Madré Dios!’. Eu explodo. Corpo convulsa. Tudo queima.
A Febre
Cabine para. Respiração pesada. Pele ainda fumega. Suor frio agora. Ele beija meu ombro. Dedos traçam curvas molhadas. Olhos vidrados. ‘Incrível…’, sussurra. Eu rio fraca. Coração desacelera devagar. Noite volta quieta. Caminhão ronca suave. Corpo mole contra ele. Marcas vermelhas na pele. Dor doce. Lábios inchados. Sabor dele na boca. Único. Perigoso. Total. Amanhã? Esqueço. Isso bastou. Cinzas quentes no peito.



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