Confissões Picantes: Dedos Azuis e o Fogo no Bureau

O bureau cheira a tinta e papel velho. Luz amarelada da lâmpada. Entro devagar. Vejo-te aí, curvado sobre a página. Dedos azuis. Manchados. Cada mancha grita inspiração. Meu coração martela. Pele arde. Aproximo por trás. Braços ao teu redor. Nariz no teu pescoço. Cheiro a suor fresco. Mãos descem. Poios no peito. Dedos nos teus pelos. Rijos. Quentes. Sinto teu pau endurecer sob a calça. Urgência sobe. Boca no teu ouvido. Lambo a orelha. Mordisco leve. Tu tremes. Stylo na mão. Mas eu sei. Ganhei. Coração explode. Respiração curta. Mãos voam. Zipo aberto. Pau para fora. Duro. Pulsante. Veias saltadas. Dedos envolvem. Aperto. Devagar. Acelero. Tu gemes baixo. Página esquecida? Não. Continuas a escrever. Mas eu sinto. Febre consome. Meu con molha. Calcinha pegajosa. Quero-te agora. Total. Selvagem.

Sento no teu colo. Saia subida. Calcinha de lado. Seios livres. Empurro na tua boca. Chupas. Mordes mamilos. Dor boa. Agarro tua nuca. Unhas cravam. Baixo devagar. Cabeça da tua verga no meu con. Molhado. Escorregadio. Empalo. Lento. Sinto cada centímetro. Enche-me. Completo. Gemo alto. Começo a mexer. Cintura gira. Mãos nas tuas coxas. Unhas marcam. Tu escreves ainda. Stylo voa. Mas pau treme dentro. Acelero. Subo e desço. Barulhos molhados. Cyprine escorre. Suor pinga. Corações batem juntos. Furiosos. Viro. Ofereço o cu. Dedo teu lubrifica. Entras. Devagar. Dor queima. Prazer explode. Fodo-te assim. Selvagem. Mesa range. Papéis voam. Tinta mancha minha pele. Tu gozas. Jatos quentes. Enchem-me. Eu venho. Contrações. Grito teu nome. Corpo treme. Ondas. Sem fim. Boca na tua. Línguas lutam. Saliva mistura. Perco controlo. Total.

A Febre

Corpos colados. Suor seca devagar. Pele ainda queima. Toque leve. Dedos azuis traçam minha espinha. Suspiro fundo. Calma volta. Mas dentro, fogo cova. Anos passam. Casamos. Eu trabalho. Tu escreves menos. Rotina mata. Meu corpo cansa. Recuso-te. Domingos só. Sexo mecânico. Tu falhas. Eu também. Filho nasce. Computador no teu bureau. Teu espaço some. Emprego de caixeiro. Virilidade some. Domingo à noite. Nada. Silêncio mata tudo. Divórcio. Levo o miúdo. Novo homem. Dedos limpos. Teclado frio. Ele me fode. Rápido. Mas eu penso em ti. Dedos azuis. No bureau. Gozo forte. Pensando nos teus versos. Sob meu cu. Manuscritos com esperma. Minha cyprine. Um pouco de merda. Ainda leio teu livro. Nos WC. Dedos no clitóris. Ritmo dos teus versos. Orgasmo sempre na mesma página. Tu me abres. Como livro. Poema vivo. Cinzas quentes. Mas desejo não morre. Nunca.

Post Comment

You May Have Missed