Confissão: O Canard que Me Devorou no Trânsito de Paris

O trânsito engole tudo. Quarenta e oito quilómetros viram três horas de inferno. Meu Peugeot parado na A86. Suor escorre pela nuca. O saco ao lado, com o canard de Yolande. Aquela caixa vermelha e dourada. Pulsando na minha mente. Coração acelera. Pele queima. Paris sufoca no fim de tarde de agosto. Janelas fechadas. Ar condicionado fraco. Mãos no volante tremem. Olho o retrovisor. Ninguém nota. Dedos roçam o saco. A caixa. Macia. Proibida. Respiração ofegante. Lembro Yolande rindo. ‘Faz bom uso’. O desejo sobe. Vermelho. Urgente. Coxas apertam. Calor úmido entre as pernas. Não aguento mais. Olho em volta. Carros parados. Buzinas distantes. Puxo a saia. Calcinha de lado. Caixa aberta. O canard na palma. Frio. Silencioso ainda. Botão. Vibra baixo. Toque no clitóris. Choque elétrico. Gemido escapa. Mordo lábio. Coração galopa. Mais forte. Pressiono. Ondas quentes. Corpo arqueia no banco. Suor molha blusa. Seios arfam. Imagino Yolande. Suas histórias. Mulheres no trânsito. Eu agora. Uma delas. Febre consome. Não paro. Acelero vibração. Pernas tremem. Trânsito não move. Perfeito. Inferno delicioso.

Motores roncam ao redor. Meu corpo explode. Canard chupa, vibra impiedoso. Dedos guiam. Dentro. Fora. Ritmo selvagem. Suor pinga no painel. Coração explode no peito. Olhos semicerrados. Vejo faróis borrados. Gemidos roucos. Ninguém ouve. Pressiono mais fundo. Clitóris inchado. Calor devora ventre. Pernas abertas no banco. Saia enroscada na cintura. Calcinha rasgada de lado. Vibração máxima. Corpo convulsionado. Unhas cravam no assento. Grito preso na garganta. Orgasmo rasga. Ondas brutais. Líquido escorre coxas. Tremores intermináveis. Suor encharca tudo. Pele em fogo. Olhos vidrados. Mais. Não paro. Segundo pico. Selvagem. Animalesco. Corpo treme violento. Buzina soa longe. Meu mundo é só prazer. Devorador. Perigoso. Perco controlo total. Dedos apertam canard. Vibra sem piedade. Suor e cheiro de sexo no ar. Coração martela orelhas. Gozo de novo. Explosão final. Corpo mole. Exausto. Mas ainda pulsa.

A Febre do Desejo Incontrolável

Trânsito anda devagar. Eu volto. Respiração acalma. Pele ainda queima. Toque suave. Desligo. Canard molhado. Guardo na caixa. Calcinha arrumada. Saia baixa. Espelho. Rosto corado. Lábios inchados. Sorriso culpado. Chego ao bureau. Pernas fracas. Mélanie espera. Seu perfume invade. ‘Vamos beber?’. Aceito. Corpo ainda vibra ecos. Noite sozinha espera. Mas agora sei. Prazer total. Devorador. Perigoso. Cinzas quentes. Memória gravada. Suor seco na pele. Coração desacelera. VIVO. Única. Intensa.

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