Confissão: A Noite em que me Despojei Nua no Seu Sofá e Me Deixei Possuir
Entro no apartamento dele. Coração martelando no peito. Raiva e tesão misturados, pele já quente. Ele me olha, olhos cinza devorando. ‘Tu m’en veux?’, murmura. Não falo. Descalço as botas. Botão a botão, o jeans escorrega pelas coxas. Tanga no chão. Perfecto voa. Nua. Imóvel. Olhos fixos nos dele. Pele arrepiada, mamilos duros no ar fresco. Ele engole seco. ‘Savoura o espetáculo’, digo rouca. ‘Tua fantasia. Olha. Mas sem palavras doces.’ Mão na minha bochecha. Pego-a. Levo à minha boceta molhada. Dedos entram. Gemo baixo. Coração explode. Urgência sobe. Vermelho no sangue. Ele me ergue. Sofá macio nas costas. Nu agora. Corpo seco, pau rígido roçando meu ventre. Beijos furiosos. Línguas brigam. Coxas apertam sua cintura. Pele em chamas. Suor brota. Desejo devora.
Ele me invade. Pau grosso estica. Grito curto. Olhos nos olhos. Ritmo feroz. Sofá range. Unhas nas costas dele. Marcas vermelhas. Ele me fode com raiva boa. Profundo. Rápido. Corações galopam juntos. Pele colada, escorregadia. Giro. Monto-o. Quedas ritmadas. Seios balançam na cara dele. Chupa forte. Dor-doce. Ondas vêm. Contraio. Ele rosna. ‘Sophie…’. Não paro. Mesa agora. Debruçada. Ele atrás. Pancadas secas. Clitóris pulsa. Mão dele aperta cu. Dedo entra. Explosão. Gozo gritando. Ele segue. Sem piedade. Parquet frio sob mim. Ele em cima. Pernas ao ombro. Encho-me dele. Ritmo acelera. Suor pinga. Corações surdos. Urgência total. Posse bruta. Nada mais existe. Gozamos juntos. Tremendo. Fim do mundo.
A Febre
Corpos colapsam. Sofá molhado. Pele ainda queima. Suor seca devagar. Ele acaricia minha garganta. Desce aos seios. Ventre. Boceta latejante, cheia dele. ‘Quem és tu?’, sussurra. Sorrio. ‘A mulher de um só homem.’ Abraço apertado. Respiração acalma. Coração desacelera. Silêncio doce. Ventana aberta. Noite sussurra. Pele fresca agora. Beijo leve na nuca. Dedos traçam curvas. Paz visceral. Algo único vivido. Marcado para sempre. Doze anos depois, ainda sinto o eco. Na casa nossa. Naquele vinil girando. Ele me dança. Mão na cintura. Olhos iguais. Desejo renasce. Mas aquela noite… cinzas quentes eternas.



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