Confissão no Chalé: Desejo Devorador com Charles
O chalé cheira a pinho úmido e café frio. Entro no quarto de Charles pela manhã, porta trancada. Ele ali, de cuecas, pernas nuas, pele arrepiada pelo ar gélido. Julia descansa no sofá, cheville enfaixada. Eu quis ficar. Ele quis ficar. Mandei-o esquiar. Mas antes, consolo coquete. Coração martela no peito. Fecho a porta. Olhos dele, famintos desde ontem. Ajoelho devagar. Sem palavras. Cuecas descem. Seu sexo mole, quente, balança perto do meu rosto. Respiração acelera. Meu pulso thump-thump nas têmporas. Quero-o rígido. Quero devorá-lo com os olhos. Ele hesita. Pude ver a vergonha piscar. Mas desejo queima. Saliva enche minha boca. Lubrifico as mãos. Toco-o. Pele aveludada estica. Dedos envolvem a base grossa. Ele geme baixo. Coração dele ecoa no meu. Urgência sobe. Vermelho toma tudo. Pele arde apesar do frio. Ele endurece na minha palma. Veias pulsam. Cabeça inchada, rosada. Eu guio a mão dele sobre a minha. ‘Gosta?’, sussurro rouca. Ele assente, olhos vidrados. Meu peito aperta. Seios pesam, mamilos duros roçando o sutiã. Quero mais. Ele mais. A febre consome.
Mãos minhas deslizam rápidas. Saliva pinga, lubrifica cada centímetro. Ele semi-rígido vira pauzão latejante. Eu solto. ‘Agora tu. Mostra-me.’ Ele agarra. Punho sobe e desce devagar. Timidez luta com fome. Eu arranco o top. Seios livres, saltam. Ar frio morde, mas calor interno ferve. Massageio-os devagar. Dedos beliscam mamilos. ‘Gostas de ver? Queres gozar aqui?’ Ele acelera. Punho voa. Glande brilha de pré-gozo. Meu coração galopa selvagem. Coxas apertam, clítoris lateja. Ele urra baixo. Três minutos. Jatos cremosos explodem. Quente, espesso, atinge meus seios. Gota após gota escorre vales, une-se no umbigo. Cheiro almiscarado invade. Última pérola no méat. Lanço a língua. Saboreio salgado. Ele treme, pau convulsionando no ar. Eu levanto. Peito melado, pegajoso. Não limpo. Não visto. Saio nua da cintura pra cima. Porta range. Ele petrifica, olhos arregalados de pavor. Alguém pode ver. Risco excita mais. Corro ao meu quarto. Banheiro. Espelho. Seus restos brilham na minha pele. Dedos mergulham no mel. Espalho. Lamba-os. Pernas tremem. De pé, como ele. Dedos na cona encharcada. Ritmo furioso. Imagem reflete: seios sujos, olhos selvagens. Orgasmo rasga. Grito abafado. Corpo arqueia. Cinzas quentes caem devagar.
A Febre
Pele ainda queima. Suor cola fios de cabelo. Sento no chão frio. Sorriso lento. Ele passou no teste parcial. Coração desacelera, thump preguiçoso. Mas urgência persiste. Projetos fervem. Festa sexta. Axel chega. Guillaume. Talvez Bruce. Charles em Paris logo. Ele será meu. Complice nos loucos. Não timorato. Não juiz. Pele minha formiga com resquícios dele. Sabão lava, mas memória gruda. Único. Devorador. Perigoso. Perfeito.



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