Confissão Picante nas Dunas: o Devorador de Prazer

No meio da tarde, as dunas fervem de gente. Crianças jogam bola, jogam areia em mim. Homens me devoram com os olhos. Meu corpo magro, seios pequenos, pele leitosa. Pareço Tatum O’Neal, dizem. String escuro, quase nua. Rembalei tudo. Caminhos de areia, túneis de vegetação. Espinhos arranham. Chego a uma crique rosada, isolada. Lá, ele. Nu, de bruços. Culote firme, tentador. Instalo-me perto. Tiro o biquíni. Creme na pele. Sol queima. Brisa acaricia. Mamilos endurecem. Deito de costas, exposta. Olho nele. Assoupi. Meu coração acelera só de imaginar seus olhos em mim. Sono vem. Sonho erótico. Brisa vira dedos. Entre seios, na toison, na fenda úmida. Frissons. Abro olhos. Ele! Língua na minha boceta. Ardor louco. Corpo arqueia. Ondula. Ele me domina. Dedos nos mamilos. Pele clara contra bronze. Mordisco lábio. Gemo. Guio mão ao clitóris. Ele pinça, frota. Cyprine escorre. Orgasmos explode. Ralo gutural. Vermelho invade visão. Coração martela. Pele arde. Perigo me excita mais.

Corpo treme. Ele ergue rosto. Olhos verdes, mèche branca, barbichette leitosa. Maduro, dois metros, deus vivo. Sexo ereto, buço branco contrastando. Musculoso, pêlos grisalhos. Tiro. Ele sorri. Pega meu braço. Toque elétrico. Quero fugir. Magnetismo prende. Noite cai cedo? Crepúsculo vermelho. Ele me atrai. Corpo colado. Boca na minha. Língua invade. Dedos na boceta. Molhada instantânea. Pivoto. Costas no peito dele. Bunda no pau duro. Mão no seio. Puxa mamilo. Perco controle. Marionete. Calor sobe. Dunas quentes. Horizonte sangra. Dedos no clitóris. Bassin ondula. Olhos semiabertos. Vermelho total. Coração explode. Pau entre nádegas. Desliza. Urgência. Quero-o dentro. Cobra dura busca entrada. Glande abre lábios. Entra devagar. Preenche. Bombeia. Profundo. Mãos nas nádegas dele. Placo mais. Orgasmo rasga. Grito. Ele goza dentro. Fogo consome.

A Febre

Cinzas rosadas nas palmas dele. Brisa leva grãos. Suspiro dele: “Achei que eras a eleita”. Noite passa. Lua rola. Ele ajoelhado, estatua. Sol nasce. Último grão voa. Levanta-se. Ouve vozes. Abre passagem. Mulher nova vem. Estende toalha. De bruços. Pensa: “Hoje, talvez”. Pele ainda queima em mim. Fantasma de prazer único. Devorado, consumido. Mas vivi o inferno do gozo.

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