Confissão Picante: Électre, a Febre Sob a Chuva no Parque
Parc Thabor. Chuva fustiga o banco de madeira encharcado. Novembro gelado em Rennes. Sento-me sozinho, coração apertado pela ausência dela. Électre. Anos de sonhos eróticos, noites de insônia com o pau latejando pelo seu corpo de deusa. Ela surge da escuridão. Capuz amplo esconde o rosto. Senta-se ao lado. Voz cantada do sul: “Quê que tu andas fazendo, Jean?” Meu pulso acelera. 180 batidas. Pele eriça. Reconheço o timbre. Olhos de fogo me perfuram. Ela abre o casaco. Nua por baixo. Seios fartos, firmes. Ventre liso com marcas secretas. Coxas abertas sobre minhas pernas. Cheiro de mulher selvagem invade minhas narinas. Umidade não é só chuva. Meu pau endurece instantâneo, rasgando a calça. Ela ri baixo. Dedos frios abrem meu zíper. Puxa o membro para fora. Glande roxo, latejante. “Não tema. Deixa-te levar.” Cordas saem do bolso. Amarra meus pulsos ao encosto. Confio. Desejo queima mais que frio. Ela ergue o quadril. Posiciona-se. Vagina apertada roça a cabeça. Resistência. Sangue escorre. Ela se fode sozinha, rompendo o hímen. Entra devagar. Quente. Sucção mágica. Parede vaginal mama meu pau como boca faminta. Coração explode no peito. 200 batidas. Suor mistura com chuva. Olhos nos olhos. Fogo negro nos meus. Urgência de possuir. Empurro para cima. Ela desce forte. Batidas molhadas ecoam na noite. Coxas tremem. Unhas cravam minhas omoplatas. Pele dela queima a minha. Escaldante. Selvagem.
Corpo colado. Ela cavalga feroz. Mamas balançam na cara. Mordo aréolas salgadas. Língua dela invade minha boca. Rolos quentes. Sabor de mistério e desejo. Pau inteiro dentro. Estômago dela incha com cada estocada. Bolso sobe e desce. Clitóris roça meu pubis. Gritos abafados pela chuva. “Mais fundo, Jean! Fode-me até o útero!” Obedeço. Giros de quadril. Atrito insano. Bolas batem na sua bunda carnuda. Suor escorre vales. Cheiro de sexo cru domina. Orgasmo sobe como tsunami. Ela aperta. Vagina ordeia. Gozo jorra. Jatos quentes enchem-na. Corpo convulsa. Visão escurece. Ectase mortal. Ela sorri. Canivete brilha. Lâmina fria traça triângulo acima do umbigo. Dor mínima. Sangue pinga no pau ainda dentro dela. Nenhum sêmen escapa. Ela é poço sem fundo. Proteção gravada na pele. Irmãs dela não me tocarão.
A Febre
Ela veste o casaco. Corta cordas. Corre sob chuva. Leve como vento. Fico ali, pau ao ar, sangue misturado. Guardião grita para sair. Escondo tudo. Caminho para casa. Pernas fracas. Pele ainda arde onde ela tocou. Coração desacelera devagar. 90 batidas. Cicatriz queima dias. Lembro o cheiro. O aperto. O gozo eterno. Único. Perigoso. Ela me deu filho. Eu dei tudo. Suzy acaricia a marca agora. Bebê chora ao lado. Paz nas cinzas. Mas febre nunca apaga de todo. Électre vive em mim. Tango eterno de prazer e dor.



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