Confissão Picante: Febre na Autoestrada com Valma

A noite gela Montpellier. Saímos do bar, Frank bêbado entre nós. Apoio-o até o hotel. Valma sorri, olhos negros profundos. Cabelos ruivos curtos. Corpo firme, masculino na força. Aceita levar-me a Paris. Setecentos quilómetros juntas. Audi R8, 525 cavalos. Placas CD, acima da lei. Ela engole anfetaminas. Eu recuso. Acelera. Cento e cinquenta em cidade. Colei ao banco. Coração explode. Ela ri. Passa entre camiões. Klaxons furiosos. Medo? Não. Excitação pura. Suor na nuca. Olho-a. Concentração total. Pele arde. Paramos no posto. Gasolina. Confesso: “Tu ples. Quero mais.” Mão na dela. Ela sorri. Paga. Vamos atrás do prédio. Vento corta. Ela abraça-me. Boca quente. Língua invade. Cheiro dela inebria. Entre seios, nariz afunda. Ela baixa calças. “Lambe-me.” Aqui? Frio? “Não com você.” Culote cai. Beijo coxas. Ventre. Toison farta. Língua em lábios grandes. Encontro clítoris. Ela geme. Mãos na minha cabeça. Fluido jorra. Aspiro. Vrilo. Sucção ritmada. Pernas tremem. Coração galopa. Meu pulso acelera com o dela. Tudo vermelho. Desejo consome.

Corpos nus. Frio morde. Abraço pele suada. Cicatriz no ventre. Ignoro. Carícias totais. Seios roçam. Mamilos duros. Ela ri. Câmera filma. “Foda-se, que veja.” Pole dancing no poste. Enrolo-me. Ela junta. Risos. Giros sensuais. Luz amarelada. Corpo flexível. Suor brilha. Essuflo. Ela: “Quero-te.” Dedos na minha fenda. Vibrações da pressa. Motards cercam. Facas. Luta. Ela chuta testículos. Eu cotovelo estômago. Corremos. Carro. Nuas. Acelera a 250. Semear motas. Freia. Chocam. Fugimos. Trezentos km/h. Vibração no clitóris. Dedos dentro. Circulares. Pernas no vidro. Gemo alto. Jorro molha couro. Ela morde lábio. Radar pisca. Orgasmo explode. Corpo arqueia. Ondas. Suor pinga. Ela acelera mais. Cheiro de sexo enche carro. Pele em fogo. Posse total. Selvageria pura. Cada toque multiplica. Coração ruge. Perco controlo.

A Febre

Calma desce. Velocidade amansa. Neve nas montanhas. Paramos. Céu estrelado. Rolamos nuas. Beijos frios. “Amo-te.” Ela chora. Abraço. Dormimos. Acorda-nos caçador. Vinho quente. Voltamos. Amanhece. Paris. Apartamento dela. Couve nos envolve. Durmo exausta. Acordo. Ela velou-me. Café. Beijos. Ela cai. SAMU. AVC? Pânico. Ambulância uiva. Fico só. Pele ainda queima. Memória de suor, gemidos, velocidade. Vivemos o impossível. Único. Eterno.

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