Confissão Picante: Sodomia Selvagem no Terreno Vago Após o Rock
O ar no bar cheira a fumo e suor. Bateria cadenciada ainda ecoa nos meus ouvidos. Três minas em mini-shorts e meias de rede incendiaram a pista. Depois, os cabeludos musculados do garage rock. Gritos, cerveja, adrenalina. O concerto acabou. A sala esvazia. Eu fico. Encostada à parede escura. Copo de vinho na mão. Coração batendo forte. Ritmo dos baixos ainda pulsa nas veias. Observo os que restam. Um casal tímido. Um grupo de amigos. Eu, sozinha na penumbra. Não tenho pressa. O vinho aquece a garganta. Olhos varrem a sala. Então, sinto-o. Presença. Perto. Ele aproxima. Cheiro a couro e cigarro. Pele arrepia. Viro devagar. Reconheço. Durante o show, ele me fitava. A metros de distância. Quarenta anos. Viril. Musculado. Olhar de caçador. Eu, presa. Ele sorri. Mão no meu braço. Fogo acende. Toquei-lhe o bíceps. Duro. Quente. Levanto-me. Caminho à saída. Sem olhar para trás. Sei que segue. Parking mal iluminado. À esquerda. Deserto. Árvores folhosas. Terreno vago adiante. Perfeito para nos esconder. Passos dele nos meus calcanhares. Coração galopa. Sudor nas palmas. Entro na friche. Paro. Espero. Imóvel. Bicha à mercê do lobo. Ele chega. Sopro quente no pescoço. Mão na omoplata. Corpo cola ao meu. Pele queima. Desejo vermelho. Irresistível. Pernas tremem. Viro o rosto. Boca na dele. Línguas selvagens. Mãos dele apertam minha cintura. Eu gemo baixo. Tudo gira. Febre consome.
Dobro-me para a frente. Rebolico a bunda. Saia sobe. String de lado. Mãos abrem as nádegas. Cul nu ao ar. Ofereço-me. Total. Ele não espera. Calças desabotoam. Piroca dura. Grossa. Pressiona o cu. Um empurrão furioso. Entra seco. Dor aguda. Bem-vinda. Grito abafado. Ele agarra quadris. Bombeia. Forte. Rápido. Ritmo animal. Cada estocada rasga. Prazer explode. Coração explode. Suor escorre. Pele colada. Noite negra nos envolve. Só nós. Gemidos ecoam no vazio. Ele grunhe. Mais fundo. Mais bruto. Eu empurro contra ele. Quero tudo. Piroca preenche. Estica. Queima. Orgasmo sobe. Pernas fraquejam. Ele acelera. Mãos cravam carne. Unhas marcam. Gozo primeiro. Espasmos. Cu aperta. Ele não para. Mais uns golpes. Explode dentro. Jatos quentes. Cheios. Inunda-me. Sem fôlego. Corpo treme. Selvageria pura. Braseiro devora.
A Febre
Ele sai devagar. Sem pressa. Sémen escorre pelas coxas. Quente. Pegajoso. Fico ali. Dobrada. Respiração ofegante. Pele ainda arde. Coração desacelera aos poucos. Noite fria acaricia. Vento nos cabelos. Levanto-me. Saia cai. String no lugar. Viro-me. Ele sorri. Selvagem. Beijo rápido. Sem palavras. Caminhamos de volta. Parking vazio. Bar distante. Mundo normal. Mas eu mudo. Cinzas quentes no peito. Lábios inchados. Cu lateja. Lembrete doce. Vivido. Único. Sem arrependimentos. Só fome saciada. Por agora.



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