Confissão Picante: A Noite em que Perdi o Controlo numa Suite de Hotel
O battement surdo no peito. Respiração pesada. Cheiro a lençóis limpos, madeira polida. E algo mais. Feminino. Intenso. Um aperto no peito. Abro os olhos. Teto branco. Quarto estranho. Suite de hotel luxuosa, luzes tamizadas. Uma presença. Calor ao lado. Drapes de satin deslizam. Ombro nu, dourado. Curvas perfeitas. Cabelos escuros no travesseiro. Sorriso satisfeito. ‘Finalmente acordado…’, sussurra ela. Lucie. Nome que surge do nada. Coração acelera. Imagens borradas. Noite louca. Garrafa de champagne tombada. Copos partidos. Escarpins com salto quebrado. Minha camisa amarrotada no chão. Náuseas sobem. Mas desejo também. Ela estica-se. Drapes caem. Seio exposto. Dedos traçam ventre nu. Olhos fixos nos meus. ‘Somos livres agora, Ethan.’ Nome meu. Tudo em branco. Mas o corpo lembra. Pressão nos pulsos. Calor sufocante. Gémidos abafados. Unhas nas costas. Vanilha e cinzas. Luta deliciosa. Eu resisti? Ou só para prolongar? Ela ri suave. Levanto-me. Vertigens. Pernas fracas. Ela observa, predadora. ‘Quem és tu?’ Silêncio. Senta-se. Égratignures nos ombros. Sublime. Nua. Avança. Dedos no meu peito. Desce à cintura. ‘Confia em mim, amor.’ Lábios na orelha. Fogo nas veias. Mão no meu braço. Sinto as marcas que fiz. Ela treme. Desejo explode. Vermelho. Urgente. Coração galopa. Pele arde. Quero possuir. Devorar. Ela desata o cinto. Mão no caleçon. Eu endureço. Pulsar forte. Mas resisto. Um passo atrás. Ela sorri carnívora. ‘Queres reviver?’ Hanches nuas colam-se. Beijo quase. Recuo. Silêncio pesado. Telefone vibra. Mensagens. Pressentimento mau. Mas o fogo não apaga. Ela veste robe negro. Aproxima-se. Beijo brutal. Línguas famintas. Mãos nas ancas. Corpo pressiona. ‘Amo-te.’ Empurro. Mas o veneno já corre.
Corpos colidem. Contra a parede. Mãos rasgam o robe. Pele quente. Suor imediato. Boca no pescoço. Mordidas. Ela geme. Unhas cravam minhas costas. Sangue quente. Dor prazerosa. Eu agarro os cabelos. Puxo. Cabeça para trás. Nuca exposta. Chupo voraz. Ela arqueia. Seios firmes contra mim. Mão desce. Dedos invadem. Molhada. Quente. Pronta. Ela ri. Selvagem. Empurra-me na cama. Monta. Olhos possessivos. Entra devagar. Lento. Hipnótico. Eu gemo. Grave. Profundo. Ritmo acelera. Quadris batem. Carne contra carne. Suor pinga. Corações sincronizados. Rápido. Mais forte. Unhas traçam rojo nas minhas costas. Eu viro. Dominio. Pernas abertas. Entro fundo. Ela grita. Olhos reviram. Mãos nos seios. Aperto. Mordisco no mamilo. Língua gira. Ela contorce. ‘Mais!’ Implora. Acelero. Brutal. Cama range. Cabeceira bate parede. Gritos ecoam. Cheiro a sexo. Calor opressivo. Ela crava unhas no meu rabo. Puxa. Profundo. Eu sinto vir. Ela também. Treme. Contrações. Eu explodo. Dentro. Quente. Devastador. Colapso. Respiração ofegante. Corpos pegajosos.
A Febre
Calma desce. Pele ainda queima. Suor seca lento. Olhos dela, satisfeitos. Mas algo muda. Sirenes ao longe. Lâmina no chão. Reflete luz. Memórias voltam. Esposa morta. Faca na mão. Sangue. Lucie esperava aqui. Alibi perfeito. Mas eu plantei provas. ADN dela no tapete. Na arma. Ela sorri. ‘Fez algo grave, por nós.’ Eu rio frio. ‘Por mim.’ Ela vacila. ‘Ethan…’ Porta arromba. Polícias invadem. Agarram-nos. Eu no chão. Olho-a. Último olhar. Cinzas frias. Mas o prazer… único. Irreversível. Herança minha. Liberdade. Corpo ainda pulsa. Memória eterna.



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