Confissão Ardente: Devorada no Loft de Andreï

O loft de Andreï cheirava a couro novo e vinho tinto. Luzes baixas dançavam nas paredes de tijolo. Ele me olhava, olhos cinzentos como lâminas. Meu coração martelava. Pele em brasa. Eu sentia o ar grosso, carregado. ‘Kleěte přede mnou’, murmurou em tcheco. Joelho no chão. Sem pensar. O desejo subia, vermelho, voraz. Mãos dele nos meus cabelos. Puxão firme. Minha boca aberta. Ele endurecia. Veias pulsando na língua. Calor subia pelas coxas. Eu gemia baixo. Perdendo o controlo. Suor escorria entre meus seios. Ele comandava. Eu obedecia. Pulsos acelerados. Respiração curta. Queria mais. Tudo. Agora.

Corpo dele sobre o meu. Sofá de couro rangendo. Pernas abertas. Ele entrava seco. Dor misturada a prazer. Gemido rasgando a garganta. Mãos dele apertando quadris. Marcas vermelhas na pele. Ritmo selvagem. Cada estocada um soco no peito. Coração disparado. Unhas cravadas nas costas dele. Suor pingando. Olhos nos olhos. ‘Já taky’, eu repetia. Ele ria, feroz. Virava-me. De quatro. Mão no pescoço. Pressão. Ar rarefeito. Ele acelerava. Dentro, fundo. Corpo tremendo. Orgasmo vindo como onda. Grito abafado. Ele não parava. Dedos no clitóris. Duplo assalto. Explosão. Líquido escorrendo coxas. Ele gozava. Quente. Dentro. Colapso. Pele colada. Respiração ofegante.

A Febre Incontrolável

Silêncio pesado. Corpos exaustos. Pele ainda quente. Marcas latejando. Ele se afastava. Eu ficava ali. Pernas moles. Coração desacelerando devagar. Olhar vago no teto. Cinzas do fogo. Sabor salgado na boca. Ele sorria. ‘Můj krásný’. Eu assentia. Perigoso. Total. Único. Levantei. Pernas trêmulas. Roupa espalhada. Vista embaçada. Saí sem palavras. Noite fria na rua. Corpo marcado. Memória gravada. Prazer devorador. Perdi o controlo. Mas vivi.

Post Comment

You May Have Missed