Confissão Devoradora: O Fogo Entre Mim e Julia no Chalé
São onze da manhã. Bato à porta do quarto de Julia. Ela me convida. Deitada na cama, livro na mão, perna ferida no travesseiro. Beijo suas bochechas. Sento ao lado dela, onde Daniel dormiu. O cheiro dele invade. Aftershave e pele masculina. Delicioso. Pergunto da tornozelo. Ela diz que doeu à noite, mas aguenta. Ofereço refazer o curativo. Futura médica, né? Ela ri. Aceita. Cheville inchada, roxo feio. Passo creme de eucalipto. Cheiro forte mascara Daniel. Massageio devagar. Polegares lentos. Profundo. Ela sente dor. Vejo na cara. Lábios suados. Peço desculpa. Ela sorri. ‘Melhor agora. Suas mãos são macias. Continua.’ Termino o curativo. Sento de pernas cruzadas. Entrego o baseado puro. Peguei ontem com uns caras na neve. Uso terapêutico. Antidor. Olhos dela brilham. Hesita. ‘Vai cheirar. Daniel nota. Cedo demais. Falo bobagem.’ ‘Espero que fale e faça bobagens. Mas ok, eu acendo.’ Dou três tragos. Fumaça acre. Nuvem branca. Passo pra ela. Terminamos rindo como loucas. Abro a janela. Frio entra. Vejo minhas marcas na neve. Meu rabo impresso. Não ligo. Ela me chama pra debaixo da edredom. Enfio-me. Cheiro deles dois. Cintura dela quente na minha. Silêncio. Fecho janela. Thermostato no máximo. Volto pra ela. Ela me olha. Sorriso estranho. Dedos traçam minha bochecha. Lábios. Boca seca. ‘Você é linda.’ Voz rouca da erva. Corpo dela cola no meu. Boca na minha. Fechada. Suave. Abraça-me. Língua no pescoço. ‘Daniel gosta de você. Ele disse.’ Ri nervosa. ‘Bobagem já.’ Aperto-a mais. ‘Não me incomoda. Até excita.’ Confissão dela explode. Vinte anos juntos. Chama apagou. Ele transa fora. Ela foi puta dele. Nada adianta. Amiga na casa. Ele fodeu pensando nela. Propôs trio. Ela negou. Depois pegou a amiga mesmo. Julia gozou pensando naquilo. Colar era sinal. Ela quer participar. Daniel me viu no sauna. Contou. Ela excitou. Me viu na neve. Eu os espionava. Desejo por mim. Fantasias a três. Coração acelera. Pele queima. Mãos tremem. Olhos em brasa. Boca busca boca. Línguas se chocam. Urgente. Mãos sob roupa. Seios duros. Corações martelam. Calor sobe. Vermelho total.
Dedos rasgam tecido. Pele nua. Suor escorre. Boca dela no meu peito. Chupa mamilo. Dor prazer. Gemo alto. Pernas abrem. Dedos dela na minha umidade. Escorrega. Entra. Ritmo feroz. Eu na dela. Clitóris inchado. Lambo. Salgado. Selvagem. Ela arqueia. ‘Mais fundo.’ Empurro dois dedos. Molhada quente. Corpo treme. Coxas apertam minha cabeça. Gozo primeiro. Explosão. Líquido quente. Ela grita. Dedos meus pulsando nela. Vem junto. Selvagem. Mordidas. Unhas cravam. Suor pinga. Cheiro de sexo. Corações em fúria. Pernas dela tremem na ferida. Ignora dor. Possessão total. Lingua na buceta dela. Bebo tudo. Ela me vira. 69. Boca no cu. Dedos na cona. Perco controlo. Grito no lençol. Orgasmo rasga. Ela lambe tudo. Corpo colapsa. Respiração ofegante. Fogo consome tudo.
A Febre
Calma volta devagar. Pele ainda arde. Edredom úmido. Cheiro de erva e sexo. Ela sorri. Olhos moles. Abraço apertado. Coração desacelera. ‘Foi único.’ Sussurro. Ela assente. Mãos traçam curvas suadas. Silêncio bom. Mundo lá fora some. Vivemos isso. Perigoso. Total. Reflexão vem. Desejo por Daniel paira. Mas agora, só nós. Cinzas quentes. Pronto pro próximo fogo.



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