Confissão Ardente no Glory Hole das Ursulines do Lido

A porta range. Escuridão engole tudo. Spots crus iluminam buracos na parede. Pernas abertas. Cús expostos. Sexos molhados piscam. Cheiro de suor e porra sufoca o ar. Coração martela no peito. Calor sobe pela nuca. Meu pau endurece, lateja contra a calça. Mathilde some com Katarina. Ansiedade aperta o estômago. Mas o desejo vence. Desabo a roupa. Nu, avanzo. Ar pesado gruda na pele. Râlos ecoam. Um homem sai, pau mole, satisfeito. Entro no lugar dele.

Primeiro buraco. À altura da boca. Lábios inchados oferecem língua. Chupo. Molhado. Salgado. Ela geme atrás da parede. Dedos invisíveis apertam minhas bolas. Ritmo acelera. Coração explode. Suor escorre pelas costas. Veias pulsam. Quero mais. Puxo pra fora. Enfio na boca quente. Ela engole fundo. Garganta aperta. Bomba selvagem. Gozo quase vem. Recuo. Olhos vermelhos de febre.

A Febre

Próximo. À cintura. Pau entra num punho macio. Branquinha firme. Acelera. Molhada de cuspe. Imagino Mathilde ali. Do outro lado. Pernas tremendo. Minha francesa safada. Coração galopa. Pele arde. Urgência consome. Troco. Buraco baixo. Buceta raspada espera. Enfio seco. Ela solta gemido rouco. Apertão voraz. Bombo fundo. Molha tudo. Pernas invisíveis tremem. Meu suor pinga no chão pegajoso. Ritmo furioso. Pausa. Viro pro cu exposto. Fendido. Lubrificado. Empurro. Quente. Apertado. Ela empina. Fodo como animal. Coração na garganta. Febre total. Vermelho no cérebro.

Katarina prometeu anonimato. Pacientes hipersexuais. Ninfômanas presas por conforto. Voluntárias pagas. Mathilde escolheu isso. Minha garota curiosa. Imagino ela num buraco. Boca, buceta ou cu. Recebendo paus estranhos. Gozando sem ver rostos. Excitação multiplica. Volto à buceta. Fodo mais forte. Ela contrai. Meu pau incha. Gozo sobe. Segura. Quero durar.

Homem entra. Ignora-me. Vai pro próximo buraco. Reconheço. Político famoso. Escândalo nos EUA. Ele enfia sem piedade. Ela geme alto. Eu continuo. Meu corpo queima. Pele em brasa. Ritmo cardíaco surdo nos ouvidos. Possessão urgente. Mathilde me espera. Ou não. Luxúria devora razão.

O Braseiro

Puxo pra fora. Último buraco. Boca e mão juntas. Ela mama voraz. Dedos massageiam próstata. Não aguento. Jatos quentes explodem. Engole tudo. Pernas fraquejam. Saio zonzo. Sento no chão frio. Respiração ofegante. Corpo lateja.

Horas depois. Terraço-bar. Champanhe gelado. Pianista toca suave. Mathilde chega. Pernas bambas. Beija longo. Língua faminta. “T’es um perverso.” Ri baixo. Olhos brilhantes. “Fiz tudo. Boca, buceta, cu. Gozei tanto. Anônimo. Liberdade total.” Corpo dela ainda treme. Pele quente contra a minha. Conto minhas fodas. Ela ri. Frustração vem. Fim das férias. Lágrimas nos olhos dela.

Barco sacode na lagoa. Ideia surge. Proponho parceria. Escrever juntos. Viagens, confissões. Ela explode. “Sim! Infinito sim!” Abraço forte. Pele ainda queima. Cinzas quentes. Algo único vivido. No Lido, renascemos. Sem arrependimentos. Apenas brasas eternas.

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