Confissão Picante: O Monitor que Me Fez Perder o Controlo em 1985

O ecrã piscava impiedoso: ‘Index out of range’. Bati na mesa. Suspiro rouco. Três dias preso naquele programa infernal. 1985. Informática obrigatória no liceu campestre do Pas-de-Calais. Ninguém sabia o que era um computador. Sala quase vazia. Meia hora para fechar. Linhas de código dançavam, viciosas.

Voz atrás: ‘Queres ajuda?’. Virei-me. O monitor. 25, talvez 30. Atlético. Bruno. Olhos negros. Traços duros, voluntários. Charme puro. Aceitei. Sentou-se ao lado. Mãos roçavam. Choques elétricos. Perfume leve invadia-me. Fingi ouvir. Olhos nas suas mãos, no rosto.

A Febre

Programa rodou. Luzes off. Corredor escuro. Esperei-o. ‘Vais comer?’. ‘Sim, ao RU’. ‘Acompanho-te? Frigo vazio’. Coração acelerou. Sim.

Mesa no refeitório. Tese em informática. Desportivo. Solteiro. Lille antigo. Olhos negros cravados nos meus. Rubor. Toque no pão, no sal. Rubor. Saímos. ‘O que fazemos?’. Voz baixa. Olhar direto. ‘Café… na minha piaule?’. Sorriso devastador.

Residência estudantil. Quarto 4×3. Cama, mesa, armário, lavabo. Ordem impecável. Fotos de família. Sentou na cama. Luzes suaves. Café ao lume. Sentei-me perto. Olhar negro capturou-me. Mão no rosto. Calor. Beijo suave. Retribuí. Línguas quentes. Abraço feroz. Mãos no corpo. Camisa fora. Pele nua. Eletricidade no dorso. Calor sobe.

Cama. Pele contra pele. Línguas devoram. Cintura solta. Jeans abertos. Mão no meu sexo duro. Beijo. Desabotoei-o. Verga imensa, tensa. Boca na garganta. Tétons duros. Lambidas. Mordidas. Boca no ventre. Pubis. Beijo no slip. Jeans no chão. Boxer negro. Fui às nádegas. Beijo na barra. Slip baixo. Verga salta. Musc. O cheiro. Boca aberta. Engoli. Mãos nas nádegas firmes. Vou e venho.

Ele vira. Apoia no bureau. Pernas abertas. Beijo nas nádegas. Língua na fenda. Roseta exposta. Mergulho. Língua dentro. Branlo-o. Râles ecoam. Calor lubrico.

O Braseiro

Deita-me de costas. Pernas abertas. Preservativo. Enfia no meu pau. Senta-se. Quente. Apertado. Vaivém lento. Mão nas bolas. Dedo na minha roseta. Acelera. Orgasmos sobem. Grito. Semen jorra. Ele goza no ventre.

Limpa-me. Beijo. Olhos negros. Carícias voltam. Selvagens. Boca no meu sexo. Dedo entra. Dor vira prazer. Segundo dedo. Preservativo nele. Deito de bruços. Língua na raie. Membro na roseta. Dor aguda. Entra devagar. Pubis nas nádegas. Vaivém. Prazer explode. De lado. Pernas nos ombros. Penetra fundo. Masturbo-me. Acelera. Gritos. Lava no ventre.

Abraçados. Carícias. Levanta-se. ‘Tenho de ir’. Nudez minha. Dor no baixo-ventre. Beijo final. Sai.

Fico ali. Pensamentos. Homem de verdade. Gosto só por ele. Levanto. Slip. Limpo. Duche. Flutuo. Feliz.

Dia seguinte. Sorrisos frios. Evita-me. ‘Hoje?’. ‘Não’. ‘Amo-te’. ‘Não prometi nada. Foi bom. Mas sou predador’.

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