Retorno ao Ponto G: Confissões no Banco que Devora Almas

A praça central fede a pão quente e segredos velhos. O banco ali, madeira escura, suada. Sento. Sete anos fora. Burnout, divórcio, sex-toys na caixa. Élise já está lá. Olhos úmidos. Boca carnuda. Ignora-me. Mas vê tudo. Coração acelera. Pele arde. Aproximo-me. Ela diz: “Vem?” Duas sílabas. Piro na memória. Sento ao lado. Madeira aquece. Como mão na nádega. Suor brota. Cheiro dela: coco, desejo rançoso. “Lembras?” pergunto rouco. Silêncio. Banc gémit. Baixo, sensual. Frisson nas costas. Mão dela na minha coxa. Lágrima escorre. Banco brilha. Vapor sobe. Fecho olhos. Visão: ela de quatro na mesa de campismo. Short na canela. Voz quebrada. Não é só minha memória. É nossa. Ampliada. Pulso martela. Ereção dói no jeans. Ela sem cueca. Confessa baixo. Banc vibra. Pele queima. Desejo sobe. Vermelho total. Respiração ofegante. Bassins se alinham. Quero possuir. Devorar o passado.

O banco explode dentro. Memórias fundem. Torrent de luxúria. Ela em 2009, dedos no clitóris pensando em mim. Eu vendo sextape, imaginando-a. Outros: Lucette de 72, couro negro no carteiro. Kevin sonhando prof em alemão sujo. René e pegging negado. Corpos alheios invadem. Gemidos ecoam na cabeça. Agarro madeira. Ela grita. Banc pulsa. Orgasmo coletivo. Vila toda jorra por nós. Pele em brasa. Suor escorre. Coxas tremem. Bassin avança. Sinto cada fenda, cada pau latejante do vilarejo. Odette senta. 81 anos. Perruca rosa. Banc ri nos ossos. Todos vêm. Pierrot, Justine, Gertrude. Filas no banco. Pulsações sincronizam. Gemidos sobem. “Vossos rabos são meus!” Voz grave, quente. Orgia astral. Pele colada. Corações em fúria. Dedos cravam. Línguas imaginadas lambem. Gozo sem toque. Líquido quente na cueca. Ela treme. Lágrimas mistas. Vila ilumina. Confissões jorram. Selvagem. Sem freio. Posse total. Banc abre. Caímos. Labirinto de fantasmes. Caixas vivas. Josiane e confiture. Nossos nomes em 2037. Orgia futura. Escolhemos subir. Profetas agora.

A Febre

Saímos exaustos. Sol queima pele ainda quente. Vila nos mira. Fé nos olhos. Distribuímos folhetos. “Verdade nas vossas nádegas.” Oficinas de assento. Messe obscena. Bancalismo nasce. Réplicas pelo mundo. Mas o original fende. Chora sêmen antigo. Última confissão. Sentamos. “Queria trair-te com teu irmão.” “Sonhei que ias embora e gozei.” Banc suspira. Explode suave. Copeaux dourados. “Obrigado pelos fluidos.” Silêncio. Vivemos em bus. Banco portátil. Sentamos sós. Alguém confessa longe. Cinzas quentes. Corações leves. Pele marca o fogo eterno. Único. Devorador.

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