Confissão Picante: A Noite Devoradora com Charles em Paris, 1888
As ruas de Paris sussurravam segredos sob a chuva fina. Charles me arrasta pela mão, o coração martelando no peito. Seu apartamento no Parc Monceau cheira a tabaco e cera derretida. A porta bate atrás de nós. Escuridão densa, só o brilho fraco de uma lâmpada a gás. Ele me encosta na parede. Olhos famintos devoram meu rosto. ‘Não tenha medo, Éléonore.’ Sua voz rouca acende faíscas na minha pele. Dedos roçam minha mão, sobem pelo braço. Calafrio explode. Pele queima. Coração acelera, tambor insano. Ele se aproxima. Respiração quente no pescoço. Lábios roçam minha orelha. ‘Você quer isso.’ Não respondo. Corpo trai. Mãos tremem na saia. Ele ri baixo, predador. Puxa-me para o sofá. Joelho entre minhas coxas. Pressão deliciosa. Mãos sobem pelas pernas, rasgando meias. Pele nua arde ao ar frio. Gemido escapa. Vergonha e fome colidem. Ele beija meu pescoço. Dentes mordem leve. Sangue ferve. Seios incham sob o corpete. Dedos dele apertam. Dor doce. ‘Tão pura, tão pronta.’ Eu me arqueio. Desejo vermelho engole razão. Pernas se abrem sozinhas. Urgência palpita entre elas. Molhada. Quente. Ele sente. Sorri contra minha boca. Beijo voraz. Línguas duelam. Saliva mistura. Coração explode. Tudo gira vermelho.
Corpo dele esmaga o meu no sofá. Ele rasga botões. Corpete voa. Seios livres saltam. Boca dele os devora. Língua gira no mamilo duro. Chupões fortes. Dor e prazer rasgam. Grito abafado. Mãos minhas cravam nas costas dele. Unhas marcam pele. Ele geme. Levanta minha saia. Jupões amontoados na cintura. Calcinha fina rasgada. Dedos invadem. Um. Dois. Molhado escorre. Ele bombeia devagar. Olhos nos meus. ‘Sinta.’ Eu sinto. Fogo interno. Quadris dançam sozinhos. Mais fundo. Mais rápido. Polegar no clitóris. Explosão iminente. ‘Não pare.’ Ele não para. Boca no meu ouvido. ‘Vem pra mim.’ Vago. Corpo convulsa. Grito rasga silêncio. Ele ri. Tira calças. Pênis duro pulsa. Veias grossas. Cabeça inchada. Eu engulo seco. Medo e fome. Ele me ergue. Braços fortes. Quarto escuro. Jogado na cama. Pernas escarranchadas. Ele entre elas. Fricção. Escorregadio. Entra devagar. Estica. Dói. Completo. Paro de respirar. Ele para. Beija suave. ‘Relaxe.’ Mexe quadris. Ritmo lento. Prazer nasce. Acelera. Pancadas fortes. Cama range. Suor pinga. Pele bate pele. Molhado ecoa. Unhas minhas rasgam lençóis. ‘Mais.’ Ele obedece. Selvagem. Animal. Mãos prendem pulsos. Boca morde ombro. Gozo dele cresce. ‘Sua.’ Eu sou. Corpo explode de novo. Ele ruge. Enche-me quente. Colapso juntos. Respiração ofegante.
A Febre
Silêncio cai pesado. Corpos grudados em suor frio. Coração desacelera, mas pele ainda queima. Toques leves agora. Dedos traçam curvas. Ele beija testa. ‘Você foi incrível.’ Eu tremo. Vergonha rasteja. Mas prazer ecoa. Único. Irreversível. Levanto devagar. Lâmpada ilumina marcas: mordidas no pescoço, arranhões nas costas dele. Sorrio no espelho. Mulher nova. Ele me abraça por trás. ‘Fique.’ Fico. Deito nua. Janela aberta. Tour Eiffel pisca distante. Noite engole segredos. Amanhã, Paris me espera mudada. Livre. Marcada. Viva.



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