Confissão Picante: A Fusão Devoradora na Pirâmide de Seda
A luz dourada banha meu corpo nu na pirâmide de satin negro. A Tarentelle explode nos pianos. Notas galopam como cavalos selvagens nas minhas veias. Meu coração martela. Pele arde. Olhos fixos nos dele, Raphaël na multidão. Ele avança, separa corpos. Braços abertos. Eu tremo. Sudor frio escorre entre seios. Mamilos endurecem no ar gelado da galeria. Ferramentas dele contra meu ventre, couro gasto roçando pele lisa. Raspo o véu. Deixo lágrimas rolarem. Miúdas, taquininhas. Ele entende. Veio por mim. Esculpiu-me na pedra, mas quer a carne viva. Desejo sobe. Vermelho. Urgente. Coxas apertam. Sexo pulsa, úmido, exposto. Multidão sussurra. Ignoro. Só ele. Só nós. Ritmo acelera. Notas batem como quadris contra quadris. Respiração curta. Ofegante. Quero-o dentro. Agora. Pele grita por toque. Suor inunda costas. Coração explode no peito. Ele chega. Olhar devora. Mãos invisíveis apertam minha carne. Febre consome. Tudo vermelho. Possessão iminente.
Ele para ao pé da pirâmide. Olhos famintos. Eu me abro. Joelhos no satin. Pernas entreabertas. Sexo lateja, inchado de urgência. Tarentelle acelera. Pianos fundem-se. Como nossos corpos hão de se fundir. Imagino sua grossura me rasgando. Dor doce. Placer bruto. Unhas cravam coxa. Sangue ferve. Ele sobe degraus lentos. Multidão cala. Só música e batidas. Meu clitóris incha. Dedos invisíveis roçam. Gemo baixo. Pele queima. Ele estende mãos. Eu pego. Couro dos gants dele contra palma nua. Eletricidade. Jorro molhado entre pernas. Quero lamber suor dele. Morder pescoço. Rasgar camisa. Montá-lo aqui. Selvagem. Sem piedade. Coração galopa com notas. Respiração raspa garganta. Ele se ajoelha. Rostos colados. Alento quente. Boca dele roça orelha. “Minha”, sussurra. Eu cedo. Corpo arqueia. Seios oferecem. Ele lambe ar. Imagino língua em mamilo. Mordida. Dor. Êxtase. Sexo contrai. Vazio implora por preenchimento. Urgência total. Braseiro acende. Chamas lambem entranhas. Possuo-o com olhos. Ele me possui com alma. Tarentelle ruge. Nós rugimos dentro.
A Febre
Acordes finais batem. Furiosos. Delicados. Brutais. Meu corpo explode. Orgasmo silencioso. Ondas rasgam ventre. Sexo esguicha invisível. Pernas tremem. Olhos nos dele. Ele goza comigo. Sem toque. Sem grito. Só fusão. Corações sincronizados. Pele ainda queima. Suor seca frio. Multidão aplaude. Ignoramos. Ele sobe. Braços envolvem. Carne colada. Alento ofegante no pescoço. Beijo devora lábios. Línguas brigam. Salgadas de lágrimas e prazer. Descemos pirâmide. Noite nos engole. Pele formiga. Coração desacelera devagar. Marcas de unhas na coxa sangram leve. Lembro cada nota. Cada olhar. Único. Devorador. Perigoso. Dele. Meu. Para sempre nas cinzas quentes.



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