Confissão Picante: O Fogo Proibido nos Rayonnages da Biblioteca

A biblioteca da Universidade do Witwatersrand cheira a papel velho e silêncio. Noite funda. Só eu no balcão. Saveria Mendesi, antropóloga brasileira, pernas longas à mostra na saia curta. Sem calcinha. Molhada de raiva e desejo. Kabanga ali, olhos negros fixos no livro errado. Pele escura. Corpo alto, filiforme. Timidez que me enlouquece. ‘Não é o certo’, murmura ele. Eu levanto. Olhar frio. ‘Vem buscar o bom.’ Caminho devagar. Quadris balançando. Ele segue. Corredor estreito. Escada alta. Subo descalça. Livros nas prateleiras. Viro. Penso. Ele para embaixo. Perfeito. Saia sobe. Coerência exposta. Suor na nuca. Coração martelando. Olho pra baixo. Ele ajusta a braguette. Mão na virilha. Grosso. Pulsante. Sorrio. Inclino mais. Pele arrepiada. Ar pesado. Dedos dele tocam minha coxa. Elétrico. Grito preso. Pernas tremem. Caio. Ele me pega. Firme. Mãos nas nádegas. Carne amassada. Boca na boca. Línguas selvagens. Fome pura. Bassin colado no dele. Pau duro roçando. Calor invade. Pele queima. Respiração ofegante. ‘Quero você agora’, penso. Urgência. Perigo. Alguém pode entrar.

Mãos loucas. Ele ergue a saia. Dedos entre coxas. Molhada. Aberta. Dedos entram. Gemido rouco. Eu arranco o zíper. Pau salta. Negro. Grosso. Veias inchadas. Punho fecha. Masturbo forte. Glande úmida. Ele grunhe. Empurro pro meu buraco. Entra devagar. Estica. Queima gostoso. Preencho. Ritmo acelera. Parede nas costas. Pernas ao redor da cintura dele. Bomba fundo. Cada estocada rasga. Suor escorre. Corações sincronizados. Batem furiosos. Peitos roçam. Mamilos duros. Mordidas no pescoço. ‘Mais forte’, sussurro. Ele obedece. Selvagem. Paredes tremem. Livros caem. Gemidos ecoam. Buraco aperta. Ondas vêm. Ele incha. Gozo primeiro. Espasmos. Grito abafado. Ele explode. Jatos quentes. Enche. Corpo colapsa. Tremor. Suor misturado. Cheiro de sexo. Ar denso. Pele pegajosa.

A Febre

Desço devagar. Pernas moles. Ele me segura. Beijo lento. Olhos nos olhos. ‘Você é minha’, diz. Sorrio. Coração desacelera. Calor persiste. Pele ainda formiga. Limpo o pau com a saia. Ele ri baixo. Vestimos. Silêncio cúmplice. Volto ao balcão. Ele à mesa. Mas algo mudou. Fogo aceso. Preconceitos em cinzas. Noite segue. Olhares quentes. Promessa de mais. Corpo marcado. Alma livre. Único. Devorador.

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