Nua na Noite Escaldante: Minha Confissão Mais Devoradora

O pátio escuro engole tudo. Calor sufocante de agosto gruda na pele. Jérôme me larga ali, nua, robe enroscada na cintura dele que some com o carro. Coração explode no peito. ‘Seu idiota!’, grito baixo. Pés descalços no pavimento quente. Sensação crua invade. Vulnérável. Exposta. Corro pro portal, luz da rua me fere os olhos. Nua como um verme. Pubis raspado, só o traço fino que ele desenhou. Seios novos, 85C, apontam duros no ar noturno.

Medo acelera o pulso. Mas o corpo trai. Clitó lateja, inchado. Escondo-me atrás da carro. Pernas tremem. Um homem sai do prédio. Porteira bate. Faróis acendem. Meu deus, ele vai. Passa devagar. Luz roça minha pele bronzeada. Ele fecha o portão. Presa. Nua. Sozinha na escuridão densa.

A Febre

Pele arde. Suor escorre entre os seios. Corro pro canto do portal. Pilar magro me cobre. Rua deserta, mas piétons podem vir. Olho esquerda, direita. Sprint louco, trinta metros a descoberto. Talões ecoam no peito. Chego atrás de um carro. Salva. Mas o fogo sobe. Excitação devora o medo. Imagino olhares famintos me devorando.

Grupo de jovens surge. Vozes ecoam nos muros velhos. Jérôme para, vê, mas foge de novo. ‘Volta, caralho!’ Penso. Espero. Rua silencia. Vontade de mijar aperta. Calço as mules impossíveis. Acocoro no asfalto. Coxas escancaradas. Jato quente escorre. Sensação proibida explode. Dedo roça o clítoris. Ele manda. Não resisto. Masturbo furiosa. Pernas abertas ao máximo. Gozo violento. Pernas fraquejam. Sento no meio-fio. Mundo gira.

Durmo. Acordo sobressaltada. Farmácia marca 4h20. Quatro horas! Nua na rua. Pernas moles, pele pegajosa de suor e gozo. Jérôme deve tá louco. Mas eu? Euforia sobe. Cidade vazia. Agosto esvazia tudo.

A febre consome. Cada passo nua acelera o sangue. Pele sensível ao ar fresco do canal.

O Braseiro

Pele queima ainda. Canal gelado eriça mamilos. Passarela deserta. Braços soltos, não cubro mais. Nudez vira armadura. Parque à frente. Arrosadores ligam. Água espirra. Delícia fresca na pele quente. Jogo fora as mules. Pés na grama úmida. Corro entre jatos. Rio como louca. Rolo na erva. Corpo molhado brilha. Dedos traçam curvas. Clítoris pulsa de novo. Deito, pernas abertas pro céu negro. Masturbo devagar. Gozo lento, profundo. Selvagem. Sem freios.

Coração martela. Suor mistura com orvalho. Jérôme me leva ao abismo sempre. Mas isso? Pico da loucura. Exposição total. Perco controle. Gozo ecoa no silêncio.

Calma desce aos poucos. Pele ainda formiga. Caminho pras ruas pedonais. Talões voltam, clic-clac solitário. Bronzeado mediterrâneo reluz sob postes fracos. Seios balançam livres. Pubis liso implora toque. Mas sacio o fogo. Casa longe, uma hora a pé. Não importo. Vivi o devorador. Único. Perigoso. Meu.

Amanhece devagar. Euforia vira paz. Corpo exausto, mas vivo. Chego em casa. Jérôme espera, olhos famintos. Contamos. Rimos. Mas o braseiro que acendi? Só meu. Cinzas quentes na alma.

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